As lives foram uma grande saída para os artistas e fãs, também para os webinares e cursos online, eles garantiram uma base de público que provavelmente antes poderia não se ter e de certo aumentou as vendas e engajamento das marcas patrocinadoras.

 

Dados da pesquisa “Deus me Lives: intoxicação na Quarentena” feita pelo Podcast Caos Corporativo nos dão uma visão maior sobre essa “infoxicação”* que vem sido causada desde março, quando começou o “isolamento social” e com ele a chuva de lives.

 

 

 

No comecinho eram as aulas online, depois passamos para os shows, palestras, conversas, e hoje tem live de tudo que se possa imaginar, até de “nada”. Um grande volume desnecessário que, em partes foi mal aproveitado no início e em partes já deixou a galera enjoada, e não é pra menos, basta abrir a página inicial do YouTube e lá está os ícones vermelhos indicando que tá rolando uma live naquele momento. 

 

Picos_De_Audiências_Em_Lives

 

Na pesquisa “Deus me lives: intoxicação na Quarentena” que falamos ainda agora, foram entrevistados 308 profissionais de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo, Santa Catarina e Ceará, e esse pessoal nos deu uma bela amostra sobre o cenário atual, vamos aos números:

  1. Apenas 7,2% dos entrevistados não participaram de alguma live, webinar ou curso online oferecido nesse período;
  2. 12% reclamaram da falta de preparo dos speakers;
  3. 17,3% falaram da “falta de interatividade e da condição técnica inadequada”.
  4. A maior reclamação, 40,4% ficou com o “conteúdo puramente comercial”, aquele com objetivo de venda.

Pouquíssimas lives estão se destacando nesses últimos dias, muitas delas com a quantidade significativamente menor de audiência. Mas em contrapartida tem a galera que está voltando os olhares para si, como o canal do Átila Iamarino, trazendo informações extremamente necessárias e linguagem clara.

Quem sabe em breve teremos novidades no mundo das lives? Aguardamos ansiosos.

 

*“Infoxicação”: termo criado pelo físico espanhol Alfons Cornellá, em 1996, para designar “o excesso informação não totalmente digerido e que, por este motivo, pode causar dispersão, ansiedade e estresse”.